Especialistas dão dicas de como usar o cartão de crédito com responsabilidade e fugir do nome sujo

RIO - Quase metade das pessoas que estão inadimplentes sequer sabe como andam suas próprias contas, de acordo com nova pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). No caso do cartão — a linha de crédito mais cara do mercado e que, por estar sempre no bolso, representa uma permanente tentação a consumidores descontrolados —, o desconhecimento pode levar a uma bola de neve financeira em tempo recorde. Por isso, especialistas apostam em um receituário infalível para que o bônus de poder comprar a crédito não traga o ônus do nome sujo.

De acordo com a pesquisa, 41% das pessoas inadimplentes têm pouco conhecimento sobre suas próprias contas e 59% não sabem ao certo os valores de produtos e serviços comprados a crédito para pagar no mês seguinte nem sobre quais são eles (55%). Dos entrevistados, 47% sabem muito pouco ou nada sobre seus rendimentos. O número de parcelas das compras feitas no crédito também é um enigma: 40% dos negativados sabem muito pouco ou nada a respeito.

A pesquisa também revela que 38% vivem fora do padrão de renda, gastando mais do que podem pagar, e somente 23% conseguem juntar dinheiro. Um terço deles compram sem pensar porque não se preocupam muito com o futuro; 29% não planejam as compras; 23% não pesquisam todos os preços. No geral, 38% dos inadimplentes têm comportamentos impulsivos e não controlados com relação ao consumo.

Segundo Mauro Calil, especialista em investimento do banco Ourinvest e fundador da Academia do Dinheiro, há um receituário infalível para não se enrolar com o cartão de crédito. De acordo com o especialista, a primeira regra é jamais ter mais do dois cartões.

— Além disso, nunca tenha cartão de crédito associado a uma loja, porque nunca vale à pena. Primeiramente, porque você é obrigado a pagá-lo na loja e, aí, acaba comprando alguma coisa nessa visita. O incômodo de ter que pagar in loco também pode levar à cobrança de juros porque você conseguiu ir até lá — explicou.

Um dos problemas mais frequentes identificados por Vignoli o fenômeno de clientes que fazem vários parcelamentos simultâneos no cartão e esquecem que eles se somam aos gastos correntes do mês:

— É aí que o cartão fica não administrável. É uma questão de educação financeira mesmo. A primeira coisa é ter noção de quais são seus gastos fixos. "Quanto eu custo por mês se eu não sair de casa?"

Outra regra, de acordo com Calil: a soma dos limites dos cartões deve atingir no máximo 50% da sua renda líquida:

— As operadoras de cartão costuma enviar, cada uma, cartões com limites equivalentes a duas, três e até cinco vezes sua renda líquida. Isso é uma porta aberta para o endividamento.

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De acordo com Calil, também é imprescindível escolher um cartão que não tenha anuidade e que tenha programa de milhagem ou pontuação. E, claro, é absolutamente fundamental para o especialista quitar a fatura em dia e inteiramente.

— Tem gente que acha que pagar o mínimo é uma opção. Não é. Agora, pelo menos, com a nova regulamentação, o consumidor só pode entrar uma vez no rotativo. Depois disso, a próxima fatura já deve vir com uma proposta de parcelamento.

Ele se refere à mudança segundo a qual, desde abril, ninguém pode ficar mais de 30 dias no crédito rotativo do cartão, por determinação do Banco Central. Depois desse período, obrigatoriamente é oferecido a ele o parcelamento da dívida. Como O GLOBO mostrou em agosto, metade dos consumidores desconhece as novas regras do rotativo do cartão de crédito e pouco mais de um terço (33,98%) daqueles que sabem das mudanças foram informados pelas administradoras, segundo pesquisa feita pela Fundação Procon-SP.

Fonte: oglobo.globo

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